"Para o tempo!
No silêncio das horas...
A terra chora
O céu sorri,
Nasce uma estrela..."
(M.C.L.M)
Quem sou eu
- M.C.L.M
- São Paulo, SP, Brazil
- A poesia é água cristalina, sacia a sede, alimenta o espírito. Já não posso mais dizer se ela quem me habita ou o contrário. Como explicar sobre? A escrita é uma lâmina afiada, um vulcão, ou apenas ilha de águas mornas, banha pés descalços... Nunca quis definir a poesia, melhor esquecer-se das explicações. Escrever passou a ser janela exposta, que por hora, mantêm-se aberta ao mundo de quem lê. *** Mineira/Paulistana/ Poeta, Escritora, Administradora de Empresas, Pós Graduada em Gestão Empresarial. Laureada com o III Prêmio Canon de Literatura e Poesia em 2010. Márcia Christina Lio Magalhães é Sócia-Fundadora da Academia de Letras Juvenal Galeno, onde ocupa a Cadeira nº 10. Diretora de Relações Culturais da ALJUG. Membro da ACE - Associação Cearense de Escritores. Este Blog é dedicado a todos os amantes da poesia e que possamos através dela, unir horizontes, atravessar oceanos, iluminar os corações, alegrar os solitários, apaziguar a alma, multiplicar as amizades, eternizar as emoções. Sejam bem vindos!*** Livros Publicados: POETAR É PRECISO - 1° edição 2010 ** A PELE QUE HABITO - 1° edição 2013.
25 de jul. de 2011
20 de jul. de 2011
Acorda, Vem Olhar a Lua...
"Neste mundo de sonhos
Onde a vida é mais sonhada que vivida;
Há de haver em algum caminho de certo
Pegadas invisíveis...
Como gritos parados no ar...
Quem tiver ouvidos, ouça!
Quem não tiver coração,
Que se cale..."
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
Livro: Poetar
Onde a vida é mais sonhada que vivida;
Há de haver em algum caminho de certo
Pegadas invisíveis...
Como gritos parados no ar...
Quem tiver ouvidos, ouça!
Quem não tiver coração,
Que se cale..."
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
Livro: Poetar
1 de jul. de 2011
Vencedora do III Prêmio Literário Canon de Poesia 2010 - Poema Folha
Agradeço à Canon do Brasil e ao júri que escolheu meu poema vencedor "Folha", pela publicação neste primoroso Livro de Poesias o qual recebi com extrema felicidade! Parabenizo também aos demais Escritores Vencedores, pois ser escolhido e premiado entre mais de 3.000 participantes é uma grande realização. O que me incentiva ainda mais a continuar escrever. Incentivos como este da empresa Canon do Brasil, poderiam e deveriam ser exemplo, pois, infelizmente há ainda pouca ajuda e ou suporte das grandes mídias e empresas de diversos segmentos à cultura e à literatura de novos escritores...
Obrigada a todos que participaram direta e indiretamente para que este Projeto pudesse ser realizado. Sinto-me honrada em fazer parte desde livro.
Márcia Cristina Lio Magalhães
Poema Folha - Página 57 e 58
Eu sou a folha que cai
Sobre a neve fria das incompreensões.
O verso das canções serenas,
A morte que chega aos corações...
A margem,
A proa,
O barco
Sou parte das pedras, cristais...
O sangue que chora
A morte...
Sou avenidas, faróis
Reflexos
Sou o asfalto,
O negro inverso!
O vento,
A brisa,
Sou as manhãs,
A música,
A nota,
A dor dos corações...
Os olhos
Os sorrisos
Das crianças, as interrogações...
As gotas de chuva
O grito da terra seca
O inverno
O outono
A primavera eterna!
Sou areia,
Deserto,
Sou o livro sobre a mesa...
A página ao acaso,
Sou ponto,
Da vírgula, tristeza...
7 de jun. de 2011
POETAR É PRECISO
Recebo muitos e-mails pedindo meu Livro Poetar é Preciso, a cota de doações para Instituições de Ensino em 2011 já foi finalizada. Para quem deseja adquirir o Livro ou quer presentear, peço que envie um e-mail para mktpoetarepreciso@yahoo.com.br - O Livro será enviado via Correios para qualquer lugar do Brasil e Exterior, Autografado.
Um abraço a todos... Márcia
Um abraço a todos... Márcia
23 de mai. de 2011
18 de mai. de 2011
Poema Canção
“Olha, tece tão imensa a corda dos bordados
Que outrora vestiriam o manto das lembranças
Vê, fazei da janela colo da espera de uma guerra santa!
Vão os cidadãos em meio à construção do tempo de heróis
Beco sem saída, toda madrugada grita ao som dos girassóis...
Abraçai o dia, aclamai a vida que a seus pés levanta
Olha, vão os passarinhos, pousam em seu ninho de emoções
Eu cantei...
Chorei ao ver você partir
Pude acreditar e ouvi você chamar por mim
Pois que todo verso é santo, tolo, seresteiro...
Eis que de repente em meio à névoa ele se achega
Toca na cortina e abrace o vento que lhe beija
Poema canção de amor eterno ao verso, incerto, derradeiro...
Já amanheceu...
Mar calmo, céu que aprisionou a dor...
Contempla, pois os corações
O silêncio que há entre duas rosas
Na eternidade dos sonhos...”
Que outrora vestiriam o manto das lembranças
Vê, fazei da janela colo da espera de uma guerra santa!
Vão os cidadãos em meio à construção do tempo de heróis
Beco sem saída, toda madrugada grita ao som dos girassóis...
Abraçai o dia, aclamai a vida que a seus pés levanta
Olha, vão os passarinhos, pousam em seu ninho de emoções
Eu cantei...
Chorei ao ver você partir
Pude acreditar e ouvi você chamar por mim
Pois que todo verso é santo, tolo, seresteiro...
Eis que de repente em meio à névoa ele se achega
Toca na cortina e abrace o vento que lhe beija
Poema canção de amor eterno ao verso, incerto, derradeiro...
Já amanheceu...
Mar calmo, céu que aprisionou a dor...
Contempla, pois os corações
O silêncio que há entre duas rosas
Na eternidade dos sonhos...”
(Márcia Cristina Lio Magalhães - Poema do Livro Poetar é Preciso) Re-editado.
13 de mai. de 2011
26 de abr. de 2011
6 de abr. de 2011
Amo-te
Amo-te por cada gesto
Pelo colo que me abriga
Pelo silêncio que ocupa a vida
Que preenche o meu vazio
Amo-te
Pela saudade que me causara
Pelo adeus que jamais separa
Aquele beijo em meu rosto frio
Amo-te
Por cada lágrima enfim perdida
Na noite vaga da despedida
Sob os olhares da solidão
Amo-te
Sem pedir nada
Sem nenhum receio
Amo-te hoje
Amanhã, pra sempre!
Porque sem ti
Tudo é passageiro...
Amo-te
Calma e desesperada
Amo-te só ou acompanhada
E nos teus braços sempre me perco
Amo-te
E te prometo fidelidade
Porque és tu
Minha outra metade
Na dança calma da solitude
Amo-te
Porque és sol
Vento, tempestade
Tu és deserto, água cristalina
És fogo ardente
Da minha inquietude...
Amo-te
Tão ferozmente
E avassaladora
Que entre céus
Sou-te protetora
Da face amarga das ilusões
Amo-te
No mar sem porto do coração
No risco eminente de um vulcão
Nesta página branca acolhedora
Amo-te
Um amor calmo e silencioso
Que em estrelas faz acender
No céu por vezes desconfiado
Vivo por ti
Pra me compreender...
Na funesta noite
Hão de cerrar meus olhos
Em sono eterno
Hei de amar-te
Mágica poesia
Até que me beije a morte...
(Poema do Livro Poetar é Preciso - M.C.L.M)
Pelo colo que me abriga
Pelo silêncio que ocupa a vida
Que preenche o meu vazio
Amo-te
Pela saudade que me causara
Pelo adeus que jamais separa
Aquele beijo em meu rosto frio
Amo-te
Por cada lágrima enfim perdida
Na noite vaga da despedida
Sob os olhares da solidão
Amo-te
Sem pedir nada
Sem nenhum receio
Amo-te hoje
Amanhã, pra sempre!
Porque sem ti
Tudo é passageiro...
Amo-te
Calma e desesperada
Amo-te só ou acompanhada
E nos teus braços sempre me perco
Amo-te
E te prometo fidelidade
Porque és tu
Minha outra metade
Na dança calma da solitude
Amo-te
Porque és sol
Vento, tempestade
Tu és deserto, água cristalina
És fogo ardente
Da minha inquietude...
Amo-te
Tão ferozmente
E avassaladora
Que entre céus
Sou-te protetora
Da face amarga das ilusões
Amo-te
No mar sem porto do coração
No risco eminente de um vulcão
Nesta página branca acolhedora
Amo-te
Um amor calmo e silencioso
Que em estrelas faz acender
No céu por vezes desconfiado
Vivo por ti
Pra me compreender...
Na funesta noite
Hão de cerrar meus olhos
Em sono eterno
Hei de amar-te
Mágica poesia
Até que me beije a morte...
(Poema do Livro Poetar é Preciso - M.C.L.M)
31 de mar. de 2011
10 de mar. de 2011
Espírito Motociclístico
Desde adolescente ouço esse tema, lema como queiram...
Mas como definir?
Mas como definir?
Piloto motos há “quase” 20 anos, é verdade, já sou uma balzaquiana...
Nessa longa estrada e porque não dizer aventura, deparei-me com gente de toda a espécie, motoqueiro, monstro-queiro, motociclista, moto-turista, motoboy, não importa o adjetivo para denominar o amor que se tem pelas duas rodas, esse é igual para todos, ao menos era o que eu pensava até pouco tempo atrás, mas as opiniões mudam...
Antigamente as motos tinham baixa cilindrada, não havia moto grande importada, e ter uma 125 cc já era fato de orgulho, para o dono.
Lembro-me que na época da inexistência de Lei que obrigasse o motociclista fazer uso do capacete, paráva-mos no farol e com um gesto simples, mas peculiar, cumprimentávamos uns aos outros com um balançar de cabeça humilde, e quando na rua, ao cruzar com outra moto, tínhamos o hábito de buzinar e inclinar a cabeça fazendo um cumprimento que era quase um aperto de mão...
De lá para cá muita coisa mudou, vieram as motos maiores, 350, 450, 600, 900, RR, R1, ZX, 1200 e com elas, novos proprietários de motocicletas e novas visões de mundo.
Criaram-se Sites, Blogs, Irmandades, Moto Clubes, Fóruns, e foram então se dividindo os “donos” de motos pelo poder do cifrão...
Aos poucos o Espírito Motociclístico foi sendo esquecido, dando lugar aos interesses individuais...
Sem querer generalizar, acredito que ainda persiste nos corações daqueles que de fato amam o motociclismo como um Ideal, não só de aventura mas de liberdade!
Todavia o espírito Motociclístico, aquele que se tinha antigamente, de amizade, companheirismo, família, fraternidade, confraternização, foi perdendo terreno nos corações de alguns...
Pois é, conheci muita gente boa nesse meio, gente que como eu respeita e é respeitado, não pela sua cor, conta bancária, estado civil, religião, nem pelo tamanho da cilindrada da moto, tão pouco por outros interesses menos nobres...
Mas as coisas nem sempre são como esperamos que devam ser, justas!
Percebo que tem gente que anda de moto, viaja junto, senta no boteco pra beber junto, joga conversa fora, conta piada, brinca, participa de fóruns, moto clubes, mas na verdade NÃO SÃO MOTOCICLISTAS! Apenas andam de moto...
Existe uma diferença grande em ser motociclista e em apenas andar de moto.
Até mesmo alguém que de repente está sem moto momentaneamente por alguma situação temporária é mais motociclista que muitos que se dizem por aí sendo um!
O Espírito Motociclístico não tem alter-ego! Não é orgulhoso, melindrado...
Tem gente que senta na moto, sai por aí empinando bandeiras, mas na verdade, sequer sabe o que de fato é ser um MOTOCICLISTA!
Tem gente que só anda de moto, e andar de moto não é ser Motociclista! Andar de moto, qualquer um anda! Agora ter o espírito de amizade, fraternidade, honestidade, idoneidade, companheirismo, respeito, isso é privilégio de poucos...
Eu aprendi e aprendo todo dia, que é melhor fazer papel de tolo do que fazer papel de esperto! Já dizia meu velho e sabido pai:
“A esperteza quando é muita, vem e come o dono!”
E assim é com as amizades, tem gente que não sabe valorizar uma amizade sincera, possivelmente até pode subjugá-la ingênua, mas na verdade, esses que assim se comportam, são aqueles que só sabem andar de moto... Não são de fato MOTOCICLISTAS!
Tão pouco sabem diferenciar o quê de como, e se questionados sobre isso, provavelmente vão tergiversar!
Espírito Motociclístico para eles é tão somente ter moto e acelerar, pena que em verdade, não sairão do lugar comum...
(Crônica de Márcia Cristina Lio Magalhães)
1 de mar. de 2011
Velho Professor - O Destino
Contigo aprendi que as verdades são passageiras e tudo dura o instante de um olhar...
Compreendi, que os barcos passam invisíveis na rota dos sonhos, daqueles que já não sabem mais sorrir...
Fiz-me rio de correnteza amena, para lançar barcos que flutuam a mercê do tempo...
Vozes esquecidas numa página qualquer de caderneta antiga, manchada de dedos calejados por incertezas...
Contigo aprendi que os sonhos platônicos são mais reais que o fogo incandescente de um vulcão anônimo!
Notei que tua boca fala alto demais e que teu coração mente com sorriso nos lábios.
És mais ave de cemitério que pomba de mural de um solo santo!
Cantas como que tentando cativar olhos singelos, finge-se poeta para esconder tolos mistérios...
Fútil ilusão, insana demência...
Acorda! Vês que os teus passos seguirão velhos numa estrada esquecida de qualquer cidadezinha do interior?
Cantavas como o rei, num reinado solitário e vago...
Condenado a colher migalhas como pombos de praça ao meio dia, sem asas...
Trazer a ferro e fogo a dor de alguém que despertou amor, rasgar a página escrita com a sede das verdades...
Picar papel, pena e verso!
Lançar à fogueira das vaidades, parece-me coisa de principiante...
Viver sem correr riscos é o mesmo que sentar na estação, esperar o trem por toda a tarde e não entrar no vagão...
(Márcia Cristina Lio Magalhães - Crônica Publicada no Jornal O Povo/2010)
Compreendi, que os barcos passam invisíveis na rota dos sonhos, daqueles que já não sabem mais sorrir...
Fiz-me rio de correnteza amena, para lançar barcos que flutuam a mercê do tempo...
Vozes esquecidas numa página qualquer de caderneta antiga, manchada de dedos calejados por incertezas...
Contigo aprendi que os sonhos platônicos são mais reais que o fogo incandescente de um vulcão anônimo!
Notei que tua boca fala alto demais e que teu coração mente com sorriso nos lábios.
És mais ave de cemitério que pomba de mural de um solo santo!
Cantas como que tentando cativar olhos singelos, finge-se poeta para esconder tolos mistérios...
Fútil ilusão, insana demência...
Acorda! Vês que os teus passos seguirão velhos numa estrada esquecida de qualquer cidadezinha do interior?
Cantavas como o rei, num reinado solitário e vago...
Condenado a colher migalhas como pombos de praça ao meio dia, sem asas...
Trazer a ferro e fogo a dor de alguém que despertou amor, rasgar a página escrita com a sede das verdades...
Picar papel, pena e verso!
Lançar à fogueira das vaidades, parece-me coisa de principiante...
Viver sem correr riscos é o mesmo que sentar na estação, esperar o trem por toda a tarde e não entrar no vagão...
(Márcia Cristina Lio Magalhães - Crônica Publicada no Jornal O Povo/2010)
17 de fev. de 2011
26 de jan. de 2011
Pensamentos (II)
"A amizade verdadeira é fácil de identificar:
O amigo não só está ao seu lado nas horas difíceis,
bem como suporta a tua felicidade e o teu sucesso..."
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
O amigo não só está ao seu lado nas horas difíceis,
bem como suporta a tua felicidade e o teu sucesso..."
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
14 de jan. de 2011
Olhos Peregrinos
Pousar no teu coração deixa-me...
Colher da tua solidão, cede!
Abri o teu coração!
Pedi passagem pra vida, que ora inspira, ora é só imensidão, silêncio...
Ver-te nas estradas do destino,
Pés sobre um chão de indecisão, olhos peregrinos...
Mata-me a dor dos que não tem perdão, pois que bebem lágrimas eternas!
Ilusão apodera-se de corações vazios...
Abri as janelas do peito, respira o ar de felicidade do vento,
Vê que as feridas cicatrizam-se com o tempo!
A morte é só um sonho da alma que há de acordar em algum lugar...
O tempo dos homens não é igual ao tempo dos anjos!
É preciso morrer na dor, para nascer no amor.
O medo é o sabotador da alegria,
A dúvida, o carrasco da fé!
O dia em que o homem se conscientizar,
Que até um grão de areia tem suas verdades,
Vai acordar do sono e da ilusão...
E entender que esse mundo é só uma cidade,
E que estamos todos de passagem...
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
Colher da tua solidão, cede!
Abri o teu coração!
Pedi passagem pra vida, que ora inspira, ora é só imensidão, silêncio...
Ver-te nas estradas do destino,
Pés sobre um chão de indecisão, olhos peregrinos...
Mata-me a dor dos que não tem perdão, pois que bebem lágrimas eternas!
Ilusão apodera-se de corações vazios...
Abri as janelas do peito, respira o ar de felicidade do vento,
Vê que as feridas cicatrizam-se com o tempo!
A morte é só um sonho da alma que há de acordar em algum lugar...
O tempo dos homens não é igual ao tempo dos anjos!
É preciso morrer na dor, para nascer no amor.
O medo é o sabotador da alegria,
A dúvida, o carrasco da fé!
O dia em que o homem se conscientizar,
Que até um grão de areia tem suas verdades,
Vai acordar do sono e da ilusão...
E entender que esse mundo é só uma cidade,
E que estamos todos de passagem...
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
13 de jan. de 2011
Pensamentos (I)
"Não sou de falar muito, mais escrevo do que resmungo.
Irrito-me com certa facilidade e não guardo mágoas,
elas são como o vento.
Só não espere de mim perdão imediato,
isso leva tempo..."
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
Irrito-me com certa facilidade e não guardo mágoas,
elas são como o vento.
Só não espere de mim perdão imediato,
isso leva tempo..."
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
29 de dez. de 2010
Amizade
É ter um colo nas noites frias de solidão...
É você poder falar tudo o que sente, sem medo de ser julgado.
Costumo dizer que:
__ quem tem um amigo não precisa de Psicólogos.
Nada contra estes profissionais técnicos, mas se temos um amigo verdadeiro, porque não dizer a ele o que sentimos, ao invés de falar com um estranho?
Ser amigo é doar os ouvidos, ainda que seja no meio da madrugada, quando se chora por amor...
Amigo é aquele que se lembra do seu aniversário, liga, manda um sms, ou se esquece, e um mês depois vem todo envergonhado dizer algo, e nós perdoamos.
Amizade começa na infância, geralmente quando não temos bicicleta ele chega de mansinho oferece a dele, nos ensinando a pedalar.
Amigo é aquele que divide o lanche no jardim da infância e desenha a gente de mãos dadas sorrindo, numa paisagem que tem sol, árvore, casa, cachorro, flores, pai, mãe, irmãos...
Amigo é aquele que diz as mentiras mais verdadeiras, só pra não nos magoar...
E quando estamos diante de verdades absolutas que nos apunhalam o peito, esta lá o amigo segurando as nossas mãos...
Daí crescemos, vamos passando pela vida, pela puberdade, adolescência, faculdade, formatura, ele sempre do nosso lado, com um sorriso largo, em punho o diploma dizendo: “você viu, nem foi tão difícil assim nós conseguimos!”
O que dizer então daquele amigo “virtual”?
Um ser que nunca tocamos, não olhamos nos olhos, não tomamos uma deliciosa xícara de café num outono cinzento, ou ainda nem tivemos oportunidade de tomar um chopp, jogar conversa fora, à beira de uma mesa num barzinho qualquer...
Não tivemos chance de dividir um churrasco no domingo, ouvindo rock em roll dos anos 70, relembrando como era boa a vida há 20 anos atrás...
Ah, mas esse amigo cibernético é especial!
Apesar da frieza de uma tela de computador, a gente sabe que do outro lado tem um coração, sempre a nos dedicar palavras de incentivo, apoio.
Trocamos experiências, falamos de música, família, amores, política, religião, poesia...
Como esses amigos são fundamentais.
Após um tempo de convivência, percebemos que mesmo a distância que nos separa do mundo dito real, temos tantas semelhanças, cumplicidades, que passamos de imediato a admirá-los, a torcer por eles, ficamos preocupados
se estão bem ou não...
Eles com o tempo vão fazendo parte da nossa vida, pois uma tela em branco desenhando letras são só detalhes nesse mundo digital!
Portanto, a todos os meus amigos, virtuais ou não, agradeço cada letra, cada tempo dedicado a manter essa amizade viva, pulsante, alegre, otimista. Agradeço por fazerem parte da minha vida, ainda que a distância, por esta tela de computador possa parecer para muitos irremediavelmente fria, eu vos afirmo:
É você poder falar tudo o que sente, sem medo de ser julgado.
Costumo dizer que:
__ quem tem um amigo não precisa de Psicólogos.
Nada contra estes profissionais técnicos, mas se temos um amigo verdadeiro, porque não dizer a ele o que sentimos, ao invés de falar com um estranho?
Ser amigo é doar os ouvidos, ainda que seja no meio da madrugada, quando se chora por amor...
Amigo é aquele que se lembra do seu aniversário, liga, manda um sms, ou se esquece, e um mês depois vem todo envergonhado dizer algo, e nós perdoamos.
Amizade começa na infância, geralmente quando não temos bicicleta ele chega de mansinho oferece a dele, nos ensinando a pedalar.
Amigo é aquele que divide o lanche no jardim da infância e desenha a gente de mãos dadas sorrindo, numa paisagem que tem sol, árvore, casa, cachorro, flores, pai, mãe, irmãos...
Amigo é aquele que diz as mentiras mais verdadeiras, só pra não nos magoar...
E quando estamos diante de verdades absolutas que nos apunhalam o peito, esta lá o amigo segurando as nossas mãos...
Daí crescemos, vamos passando pela vida, pela puberdade, adolescência, faculdade, formatura, ele sempre do nosso lado, com um sorriso largo, em punho o diploma dizendo: “você viu, nem foi tão difícil assim nós conseguimos!”
O que dizer então daquele amigo “virtual”?
Um ser que nunca tocamos, não olhamos nos olhos, não tomamos uma deliciosa xícara de café num outono cinzento, ou ainda nem tivemos oportunidade de tomar um chopp, jogar conversa fora, à beira de uma mesa num barzinho qualquer...
Não tivemos chance de dividir um churrasco no domingo, ouvindo rock em roll dos anos 70, relembrando como era boa a vida há 20 anos atrás...
Ah, mas esse amigo cibernético é especial!
Apesar da frieza de uma tela de computador, a gente sabe que do outro lado tem um coração, sempre a nos dedicar palavras de incentivo, apoio.
Trocamos experiências, falamos de música, família, amores, política, religião, poesia...
Como esses amigos são fundamentais.
Após um tempo de convivência, percebemos que mesmo a distância que nos separa do mundo dito real, temos tantas semelhanças, cumplicidades, que passamos de imediato a admirá-los, a torcer por eles, ficamos preocupados
se estão bem ou não...
Eles com o tempo vão fazendo parte da nossa vida, pois uma tela em branco desenhando letras são só detalhes nesse mundo digital!
Portanto, a todos os meus amigos, virtuais ou não, agradeço cada letra, cada tempo dedicado a manter essa amizade viva, pulsante, alegre, otimista. Agradeço por fazerem parte da minha vida, ainda que a distância, por esta tela de computador possa parecer para muitos irremediavelmente fria, eu vos afirmo:
Feliz o mortal que inventou esta máquina, pois através dela:
recebo sorrisos,
distribuo abraços,
mando entregar flores,
viajo de trem, barco,
mergulho em ideias,
atravesso o mar,
ouço os passarinhos,
sobrevoou as cidades,
ruas, países,
aprendi a dançar,
troco experiências,
deixo escapar uma lágrima,
balbucio palavras,
semeio a terra da imaginação,
onde florescem flores,
de uma árvore centenária
chamada Amizade...
Que nos emociona
Nos cede à sombra
Nos impulsiona
a enfrentar a vida,
dia após dia
"com esse comboio de corda
que se chama coração..."
recebo sorrisos,
distribuo abraços,
mando entregar flores,
viajo de trem, barco,
mergulho em ideias,
atravesso o mar,
ouço os passarinhos,
sobrevoou as cidades,
ruas, países,
aprendi a dançar,
troco experiências,
deixo escapar uma lágrima,
balbucio palavras,
semeio a terra da imaginação,
onde florescem flores,
de uma árvore centenária
chamada Amizade...
Que nos emociona
Nos cede à sombra
Nos impulsiona
a enfrentar a vida,
dia após dia
"com esse comboio de corda
que se chama coração..."
(do Livro Poetar é Preciso)
27 de dez. de 2010
26 de dez. de 2010
É Preciso
É preciso amar como as águas de um riacho...
Por que é preciso sonhar com abraços de girassóis?
É preciso calar-se, a ferir com a espada...
É preciso perdoar a si mesmo antes de mais nada!
É preciso dividir o indivisível...
É preciso caminhar sozinho sob velhos mundos
É preciso ser poeta, louco e vagabundo...
É preciso colher flores no deserto dos caprichos
Esquecer das cicatrizes, perdoar os gritos...
Por que é preciso apagar a chama das paixões?
Assoprar ao vento as cinzas destes corações...
É preciso respirar sutil o ar só das verdades
Expulsar do peito a dor e todas as maldades...
É preciso abrir a janela em altas madrugadas
Cochichar com as estrelas as velhas mágoas...
É preciso não ser desse mundo pra entender de solidão
É da natureza humana raios e trovão...
Por que é preciso adormecer pra viver o impossível?
Caminhar um chão de ferro, tocar o infinito...
É preciso dizer eu te amo, ainda que baixinho
E voar sobre oceanos feito os passarinhos...
É preciso desistir, deixar acontecer
Fazer as malas e partir
Ver outro amanhecer...
É preciso tomar uns drinques de vez em quando
Falar bobagens, rir sozinho, não fazer planos...
É preciso água de chuva, pra lavar as mágoas
Andar em meio à multidão, sem sandálias...
É preciso estender a mão, olhar pra trás
Dizer adeus com o coração, ser audaz...
É preciso regar as flores nos jardins dos sonhos
Adormecer à sombra das acácias, ouvir pianos...
É preciso viver cada segundo com muita intensidade
Porque a felicidade, dura um só instante
que passa...
(Márcia Cristina Lio Magalhães - Poema do Livro Poetar é Preciso)
Por que é preciso sonhar com abraços de girassóis?
É preciso calar-se, a ferir com a espada...
É preciso perdoar a si mesmo antes de mais nada!
É preciso dividir o indivisível...
É preciso caminhar sozinho sob velhos mundos
É preciso ser poeta, louco e vagabundo...
É preciso colher flores no deserto dos caprichos
Esquecer das cicatrizes, perdoar os gritos...
Por que é preciso apagar a chama das paixões?
Assoprar ao vento as cinzas destes corações...
É preciso respirar sutil o ar só das verdades
Expulsar do peito a dor e todas as maldades...
É preciso abrir a janela em altas madrugadas
Cochichar com as estrelas as velhas mágoas...
É preciso não ser desse mundo pra entender de solidão
É da natureza humana raios e trovão...
Por que é preciso adormecer pra viver o impossível?
Caminhar um chão de ferro, tocar o infinito...
É preciso dizer eu te amo, ainda que baixinho
E voar sobre oceanos feito os passarinhos...
É preciso desistir, deixar acontecer
Fazer as malas e partir
Ver outro amanhecer...
É preciso tomar uns drinques de vez em quando
Falar bobagens, rir sozinho, não fazer planos...
É preciso água de chuva, pra lavar as mágoas
Andar em meio à multidão, sem sandálias...
É preciso estender a mão, olhar pra trás
Dizer adeus com o coração, ser audaz...
É preciso regar as flores nos jardins dos sonhos
Adormecer à sombra das acácias, ouvir pianos...
É preciso viver cada segundo com muita intensidade
Porque a felicidade, dura um só instante
que passa...
(Márcia Cristina Lio Magalhães - Poema do Livro Poetar é Preciso)
24 de dez. de 2010
21 de dez. de 2010
VENCEDORA DO III PRÊMIO CANON DE POESIA 2010 - Poema Folha
Amigos é com extrema felicidade que venho compartilhar essa notícia que muito me alegrou. Soube ontem que sou uma das Ganhadoras do III Prêmio Canon de Poesia 2010, com o poema FOLHA, inédito, ainda não publicado em livro. Então quero compartilhar com todos esse poema que me proporcionou tão grande honraria. Foram mais de 3.000 inscritos e apenas 50 selecionados, estou feliz demais!!Um abraço a todos.
Folha
Eu sou a folha que cai
Sobre a neve fria das incompreensões.
O verso das canções serenas,
A morte que chega aos corações...
A margem,
A proa,
O barco
Sou parte das pedras, cristais...
O sangue que chora
A morte...
Sou avenidas, faróis
Reflexos
Sou o asfalto,
O negro inverso!
O vento,
A brisa,
Sou as manhãs,
A música,
A nota,
A dor dos corações...
Os olhos
Os sorrisos
Das crianças, as interrogações...
As gotas de chuva
O grito da terra seca
O inverno
O outono
A primavera eterna!
Sou areia,
Deserto,
Sou o livro sobre a mesa...
A página ao acaso,
Sou ponto,
Da vírgula, tristeza...
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
20 de dez. de 2010
Minha Primeira Entrevista...
Amigos, quero compartilhar com todos o mimo que minha amiga Rosana Souza me presenteou...
Uma tira teima em forma de Entrevista no Blog dela.
Obrigada Rô, por divulgar meu livro e meu blog...
Grande abraço aos amigos...
Márcia Cristina Lio Magalhães
Link:
22 de out. de 2010
Nota
"Que me dera o sol
O vento ou um pouco de brisa
Um contentamento
Uma poesia
Um sorriso, um afago...
Que me dera o mar e todo o seu alento,
dá-me tão somente o som de uma nota fria..."
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
O vento ou um pouco de brisa
Um contentamento
Uma poesia
Um sorriso, um afago...
Que me dera o mar e todo o seu alento,
dá-me tão somente o som de uma nota fria..."
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
18 de out. de 2010
Verso Mudo
Foto: M.C.L.M
E o dia se fez noite
Treva clama os brandos da saudade
Naves, barcos suicidas
Cais, marinhas sem sinal
Morte, dunas são escribas!
Verbo se fez carne afinal...
Chora, sangra a ferida
Rios, margem sem farol
Pouco ou nada gritas!
Cala, morre por punhal...
Nada é mais verdade que o silêncio...
Tolo forasteiro os relógios
Marcam tempo cada sílaba
Da boca escarnada, sem vida...
Penso, esqueço, me levanto
Deito, durmo, ouço, canto...
Porque a terra chora, clama!
Mas não sonha...
Versos mudos, lamparinas...
Céus sem nuvens
Campo vasto!
Ver-te em gotas nas esquinas,
Rosa em pétalas me desfaço...
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
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