Sou como a brisa que acolhe as lágrimas
Pois que também as estrelas choram de saudade...
Sou um deserto, quieto, sólido, feiticeiro
Que entre rochas fere chão, céu e mar
E a solidão é meu algoz, frágil veleiro
Navega pois na escuridão sem navegar...
A frágil face recebe o beijo da magnólia
Enquanto asas dão rumo ao norte o seu destino
São labirintos o que a saudade desenha em mim
É fogo ardente o coração desse menino...
Espreitai-me a morte, tão sutilmente e disfarçada
Sinto na espinha, lâmina fria, fugaz adaga
O peito inerte, mãos fraquejando, imensidão
Último gesto, descansa a pena sob um coração...
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
Quem sou eu

- M.C.L.M
- São Paulo, SP, Brazil
- A poesia é água cristalina, sacia a sede, alimenta o espírito. Já não posso mais dizer se ela quem me habita ou o contrário. Como explicar sobre? A escrita é uma lâmina afiada, um vulcão, ou apenas ilha de águas mornas, banha pés descalços... Nunca quis definir a poesia, melhor esquecer-se das explicações. Escrever passou a ser janela exposta, que por hora, mantêm-se aberta ao mundo de quem lê. *** Mineira/Paulistana/ Poeta, Escritora, Administradora de Empresas, Pós Graduada em Gestão Empresarial. Laureada com o III Prêmio Canon de Literatura e Poesia em 2010. Márcia Christina Lio Magalhães é Sócia-Fundadora da Academia de Letras Juvenal Galeno, onde ocupa a Cadeira nº 10. Diretora de Relações Culturais da ALJUG. Membro da ACE - Associação Cearense de Escritores. Este Blog é dedicado a todos os amantes da poesia e que possamos através dela, unir horizontes, atravessar oceanos, iluminar os corações, alegrar os solitários, apaziguar a alma, multiplicar as amizades, eternizar as emoções. Sejam bem vindos!*** Livros Publicados: POETAR É PRECISO - 1° edição 2010 ** A PELE QUE HABITO - 1° edição 2013.
"E a solidão é meu algoz, frágil veleiro
ResponderExcluirNavega pois na escuridão sem navegar..."