Duas da madrugada
Insônia da pele...
Crava o relógio ponteiros incertos
Chegadas, partidas,
Olhos vagos...
Negra noite,
Só a brisa a escorrer invernos...
Véu na escuridão de ausências,
Céu petrificado!
Horas mortas...
Ínfimo cálice,
Solitário na imensidão do corpo
Seca boca,
Solidão das palavras,
A saudade, bebe-me em goles fartos!
(Márcia Christina Lio Magalhães)
Registro Biblioteca Nacional: 597.044
Quem sou eu

- M.C.L.M
- São Paulo, SP, Brazil
- A poesia é água cristalina, sacia a sede, alimenta o espírito. Já não posso mais dizer se ela quem me habita ou o contrário. Como explicar sobre? A escrita é uma lâmina afiada, um vulcão, ou apenas ilha de águas mornas, banha pés descalços... Nunca quis definir a poesia, melhor esquecer-se das explicações. Escrever passou a ser janela exposta, que por hora, mantêm-se aberta ao mundo de quem lê. *** Mineira/Paulistana/ Poeta, Escritora, Administradora de Empresas, Pós Graduada em Gestão Empresarial. Laureada com o III Prêmio Canon de Literatura e Poesia em 2010. Márcia Christina Lio Magalhães é Sócia-Fundadora da Academia de Letras Juvenal Galeno, onde ocupa a Cadeira nº 10. Diretora de Relações Culturais da ALJUG. Membro da ACE - Associação Cearense de Escritores. Este Blog é dedicado a todos os amantes da poesia e que possamos através dela, unir horizontes, atravessar oceanos, iluminar os corações, alegrar os solitários, apaziguar a alma, multiplicar as amizades, eternizar as emoções. Sejam bem vindos!*** Livros Publicados: POETAR É PRECISO - 1° edição 2010 ** A PELE QUE HABITO - 1° edição 2013.
a saudade nunca sacia,
ResponderExcluirbeijo
"A saudade é um grito parado no ar..."
ResponderExcluirBj amigo Assis,
A solidão faz a poeta
ResponderExcluirtecer o poema de pura
madrugada
bebendo no cálice
da saudade
os versos vão acalentando
este coração noctivago
vago
em afagos e tragos
de um um puro lirismo.
Luiz Alfredo -poeta
Acaso não é o poeta, um cálice que transborda?
ResponderExcluirFeliz com teu aceno Luiz Alfredo - poeta!
Um abraço,
O cálice também é o poeta
ResponderExcluirvazio
sombrio
embriagado da solidão
dos tonéis
do tempo em que os menestréis
teciam na lira
os doces poemas
que alimentavam
o luar e as estrelas
o cálice cheio ou vazio
nos diz muita coisa
até para calarmos.
Luiz Alfredo - poeta
"O cálice cheio ou vazio
ResponderExcluirnos diz muita coisa
até para calarmos."
Obrigada por partilhar conosco a tua poesia...
a íntima linguagem da noite, por vezes tão próxima que quase assusta...
ResponderExcluirbeijinho, querida Márcia!
Sim querida Andy, a noite têm seus mistérios.
ResponderExcluirHá que sejam desvendados pelo poeta...
Feliz em vê-la por aqui!!
Deixo um beijo com sorriso...