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São Paulo, SP, Brazil
A poesia é água cristalina, sacia a sede, alimenta o espírito. Já não posso mais dizer se ela quem me habita ou o contrário. Como explicar sobre? A escrita é uma lâmina afiada, um vulcão, ou apenas ilha de águas mornas, banha pés descalços... Nunca quis definir a poesia, melhor esquecer-se das explicações. Escrever passou a ser janela exposta, que por hora, mantêm-se aberta ao mundo de quem lê. *** Mineira/Paulistana/ Poeta, Escritora, Administradora de Empresas, Pós Graduada em Gestão Empresarial. Laureada com o III Prêmio Canon de Literatura e Poesia em 2010. Márcia Christina Lio Magalhães é Sócia-Fundadora da Academia de Letras Juvenal Galeno, onde ocupa a Cadeira nº 10. Diretora de Relações Culturais da ALJUG. Membro da ACE - Associação Cearense de Escritores. Este Blog é dedicado a todos os amantes da poesia e que possamos através dela, unir horizontes, atravessar oceanos, iluminar os corações, alegrar os solitários, apaziguar a alma, multiplicar as amizades, eternizar as emoções. Sejam bem vindos!*** Livros Publicados: POETAR É PRECISO - 1° edição 2010 ** A PELE QUE HABITO - 1° edição 2013.

18 de ago. de 2011

Desafio


Há alguns dias atrás, a querida amiga Andy do http://andy-luaprateada.blogspot.com/ fez-me um Convite muito especial, em participar de uma Desafio. Aceitei de imediato, mas confesso que demorei um pouco a vir postar no blog, por conta de pensar em tantos livros que já li, em momentos únicos, que às vezes falham-me a memória...
Ler é uma prece! Um silêncio único, um desafio verdadeiro, em que nós nos colocamos deliberadamente, muitas vezes em busca de algo que nos surpreenda, tirando-nos do mundo "real", para que através das palavras, os sonhos tornem-se realidade, as divagações carnais, e as certezas, vento e maresia... 

Eis um pouco do que passou por mim e cabe na palma das mãos, e o coração guarda...

1 - Existe um livro que relerias várias vezes?
Sim, vários!! 
2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Os Irmãos Karamázov de Dostoiévski, já comecei a ler inúmeras vezes e nunca terminei...
3 - Se escolhesses um livro para ler no resto da tua vida, qual seria?
Um livro que li na adolescência Zadig, Ou o Destino de Voltaire.
4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago.
5 - Que livro leste cuja «cena final» jamais conseguiste esquecer?
Creio que todos os livros tem suas sutilidades, começo, meio e fim, há de marcar-nos em algum momento.
6 - Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual o tipo de leitura?
Meu saudoso e querido pai, desde a infância, me dava livros de diversos assuntos, desde filosofia, Platão, Sócrates, Sêneca à Shakespeare, Victor Hugo... O primeiro livro que me lembro foi O Meu Pé de Laranja Lima, não recordo o Autor. Daí meu gosto pela leitura desde a meninice...
7 - Qual o livro que achaste chato, mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Acho que nenhum, se o livro não me prender, deixo-o.
8 - Indica alguns dos teus livros/Autores preferidos.

Abgar Renault
Mario Quintana
Gibran Kahlil Gibran
Cecília Meireles
Florbela Espanca
Carlos Drummond de Andrade
Fernando Pessoa
Victor Hugo

Cartas a um Jovem Poeta (Rainer Maria Rilke)
Ilíada e Odisséia (Homero)
Antologia Poética (Mario Quintana)
Ulisses (James Joyce)
A Divina Comédia (Dante Alighieri)
Sonetos (Shakespeare)
Água Viva (Clarice Lispector)
Cem Dias Entre Céu e Mar (Amyr Klink)
Creio que um dia todos devam ler OG MANDINO, não tem como não sentir uma injeção de ânimo com seus escritos...
O Maior Vendedor do Mundo (OG Mandino)
O Maior Mistério do Mundo ( OG Mandino)

9 – Que livros estás a ler?
Estou relendo Cartas a um Jovem Poeta ( Rainer Maria Rilke)

10 - Indica 10 amigos para responderem a este inquérito.

Meu amigo J. Universo, Blog do Universo
http://juniverso.blogspot.com/
Meu amigo Joe, Stormy Wheather
http://joe-ant.blogspot.com/
A querida amiga Rosana Souza, Asas da Liberdade
http://rosanasouzanasasasdoanjoazul.blogspot.com/
O portuga amigo Vasco, Da Cor do Índico
http://dacordoindico.blogspot.com/
A amiga Lídia, Gavetas da Lídia
O amigo Assis, Mil e Um Poemas
http://mileumpoemas.blogspot.com/
A amiga Zélia, Ad Litteram Zélia
O amigo Santa Cruz, As Vozes da Minha Alma
http://asvozesdaminhaalma.blogspot.com/

*São muitos Blogs especiais que conheço, perdão por não poder indicar a todos, mas convido meus "Seguidores" de Blog e Visitantes, para interagir entre si. Trocar experiências no mundo da Blogosfera em prol da Literatura, não tem preço! Carinhoso abraço a todos! Márcia

9 de ago. de 2011

O Tempo



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Link: http://youtu.be/G7zZtu_6SI8

2 de ago. de 2011

Carta Ao Homem Solitário - (Trechos)


Caro senhor, eis-me aqui para dizer, sem prosa ou consentimento, que a tristeza é irmã do vento, ora silencioso, ora assustador...
Saiba, nos caminhos que tu queiras estar, jamais estarás sozinho!
É de fato que sabeis, nem sempre os seres estão prontos a nos ouvir falar de nós;
Em verdade, as pessoas são peregrinas, sempre em busca de realizar coisas, nem sempre nos dão ouvidos.
A solidão, companheira fiel esta, levanta com o sol, e apenas repousa quando os olhos fecham...
Sabeis tu, procurai nos recônditos mais distantes, as respostas das muitas perguntas do teu velho coração.
As manhãs, bailarinas sorridentes a brincar com sois, faróis de imensidão a olhar por nós...
Veja senhor, para cada folha que cai há uma sombra, uma terra, um acento, um repouso... Um leito, ainda que o último! Há um lugar que lhe permite descansar os pés...
Na vida, feridas estão sempre abertas, janelas e portas precisam de arestas, a passar por nós...
Certezas, são estrelas a brilhar no céu...
Entre o véu da melancolia, há notas desenhadas na partitura da vida.
Seja tu, o maestro! Afine o violino da saudade, esqueça o tambor da vaidade...
Faz do destino, teu palco de vitória!

(Márcia Cristina Lio Magalhães - Livro Poetar)
Trechos de: Carta Ao Homem Solitário

25 de jul. de 2011

Amy Winehouse - Uma Rosa Para Amy

"Para o tempo!
No silêncio das horas...
A terra chora
O céu sorri,
Nasce uma estrela..."

(M.C.L.M)


20 de jul. de 2011

Acorda, Vem Olhar a Lua...

"Neste mundo de sonhos
Onde a vida é mais sonhada que vivida;
Há de haver em algum caminho de certo
Pegadas invisíveis...
Como gritos parados no ar...
Quem tiver ouvidos, ouça!
Quem não tiver coração,
Que se cale..."

(Márcia Cristina Lio Magalhães)
Livro: Poetar

18 de jul. de 2011

"‎Entre duas rosas, há segredos invioláveis..."

(Márcia Cristina Lio Magalhães)

1 de jul. de 2011

Vencedora do III Prêmio Literário Canon de Poesia 2010 - Poema Folha


Agradeço à Canon do Brasil e ao júri que escolheu meu poema vencedor "Folha", pela publicação neste primoroso Livro de Poesias o qual recebi com extrema felicidade! Parabenizo também aos demais Escritores Vencedores, pois ser escolhido e premiado entre mais de 3.000 participantes é uma grande realização. O que me incentiva ainda mais a continuar escrever. Incentivos como este da empresa Canon do Brasil, poderiam e deveriam ser exemplo, pois, infelizmente há ainda pouca ajuda e ou suporte das grandes mídias e empresas de diversos segmentos à cultura e à literatura de novos escritores...
Obrigada a todos que participaram direta e indiretamente para que este Projeto pudesse ser realizado. Sinto-me honrada em fazer parte desde livro.


Márcia Cristina Lio Magalhães
Poema Folha - Página 57 e 58



Eu sou a folha que cai
Sobre a neve fria das incompreensões.
O verso das canções serenas,
A morte que chega aos corações...

A margem,
A proa,
O barco
Sou parte das pedras, cristais...

O sangue que chora
A morte...
Sou avenidas, faróis
Reflexos
Sou o asfalto,
O negro inverso!

O vento,
A brisa,
Sou as manhãs,
A música,
A nota,
A dor dos corações...

Os olhos
Os sorrisos
Das crianças, as interrogações...

As gotas de chuva
O grito da terra seca
O inverno
O outono
A primavera eterna!

Sou areia,
Deserto,
Sou o livro sobre a mesa...

A página ao acaso,
Sou ponto,
Da vírgula, tristeza...

7 de jun. de 2011

POETAR É PRECISO

Recebo muitos e-mails pedindo meu Livro Poetar é Preciso, a cota de doações para Instituições de Ensino em 2011 já foi finalizada. Para quem deseja adquirir o Livro ou quer presentear, peço que envie um e-mail para mktpoetarepreciso@yahoo.com.br - O Livro será enviado via Correios para qualquer lugar do Brasil e Exterior, Autografado.
Um abraço a todos... Márcia

23 de mai. de 2011

“Há silêncios que rasgam
Há feridas que cicatrizam
Há palavras que morrem e ressuscitam!”

(Márcia Cristina Lio Magalhães)

18 de mai. de 2011

Poema Canção




“Olha, tece tão imensa a corda dos bordados
Que outrora vestiriam o manto das lembranças
Vê, fazei da janela colo da espera de uma guerra santa!
Vão os cidadãos em meio à construção do tempo de heróis
Beco sem saída, toda madrugada grita ao som dos girassóis...
Abraçai o dia, aclamai a vida que a seus pés levanta
Olha, vão os passarinhos, pousam em seu ninho de emoções
Eu cantei...
Chorei ao ver você partir
Pude acreditar e ouvi você chamar por mim
Pois que todo verso é santo, tolo, seresteiro...
Eis que de repente em meio à névoa ele se achega
Toca na cortina e abrace o vento que lhe beija
Poema canção de amor eterno ao verso, incerto, derradeiro...
Já amanheceu...
Mar calmo, céu que aprisionou a dor...
Contempla, pois os corações
O silêncio que há entre duas rosas
Na eternidade dos sonhos...”
(Márcia Cristina Lio Magalhães - Poema do Livro Poetar é Preciso) Re-editado.

13 de mai. de 2011

26 de abr. de 2011

"O amor...
A chave que abre qualquer porta
Até a dos corações desalmados..."

(Márcia Cristina Lio Magalhães)


6 de abr. de 2011

Amo-te

Amo-te por cada gesto
Pelo colo que me abriga
Pelo silêncio que ocupa a vida
Que preenche o meu vazio

Amo-te
Pela saudade que me causara
Pelo adeus que jamais separa
Aquele beijo em meu rosto frio

Amo-te
Por cada lágrima enfim perdida
Na noite vaga da despedida
Sob os olhares da solidão

Amo-te
Sem pedir nada
Sem nenhum receio
Amo-te hoje
Amanhã, pra sempre!
Porque sem ti
Tudo é passageiro...

Amo-te
Calma e desesperada
Amo-te só ou acompanhada
E nos teus braços sempre me perco

Amo-te
E te prometo fidelidade
Porque és tu
Minha outra metade
Na dança calma da solitude

Amo-te
Porque és sol
Vento, tempestade
Tu és deserto, água cristalina
És fogo ardente
Da minha inquietude...

Amo-te
Tão ferozmente
E avassaladora
Que entre céus
Sou-te protetora
Da face amarga das ilusões

Amo-te
No mar sem porto do coração
No risco eminente de um vulcão
Nesta página branca acolhedora

Amo-te
Um amor calmo e silencioso
Que em estrelas faz acender
No céu por vezes desconfiado
Vivo por ti
Pra me compreender...

Na funesta noite
Hão de cerrar meus olhos
Em sono eterno
Hei de amar-te
Mágica poesia
Até que me beije a morte...

(Poema do Livro Poetar é Preciso - M.C.L.M)

10 de mar. de 2011

Espírito Motociclístico

Desde adolescente ouço esse tema, lema como queiram...
Mas como definir?

Piloto motos há “quase” 20 anos, é verdade, já sou uma balzaquiana...
Nessa longa estrada e porque não dizer aventura, deparei-me com gente de toda a espécie, motoqueiro, monstro-queiro, motociclista, moto-turista, motoboy, não importa o adjetivo para denominar o amor que se tem pelas duas rodas, esse é igual para todos, ao menos era o que eu pensava até pouco tempo atrás, mas as opiniões mudam...

Antigamente as motos tinham baixa cilindrada, não havia moto grande importada, e ter uma 125 cc já era fato de orgulho, para o dono.
Lembro-me que na época da inexistência de Lei que obrigasse o motociclista fazer uso do capacete, paráva-mos no farol e com um gesto simples, mas peculiar, cumprimentávamos uns aos outros com um balançar de cabeça humilde, e quando na rua, ao cruzar com outra moto, tínhamos o hábito de buzinar e inclinar a cabeça fazendo um cumprimento que era quase um aperto de mão...

De lá para cá muita coisa mudou, vieram as motos maiores, 350, 450, 600, 900, RR, R1, ZX, 1200 e com elas, novos proprietários de motocicletas e novas visões de mundo.
Criaram-se Sites, Blogs, Irmandades, Moto Clubes, Fóruns, e foram então se dividindo os “donos” de motos pelo poder do cifrão...
Aos poucos o Espírito Motociclístico foi sendo esquecido, dando lugar aos interesses individuais...
Sem querer generalizar, acredito que ainda persiste nos corações daqueles que de fato amam o motociclismo como um Ideal, não só de aventura mas de liberdade!

Todavia o espírito Motociclístico, aquele que se tinha antigamente, de amizade, companheirismo, família, fraternidade, confraternização, foi perdendo terreno nos corações de alguns...
Pois é, conheci muita gente boa nesse meio, gente que como eu respeita e é respeitado, não pela sua cor, conta bancária, estado civil, religião, nem pelo tamanho da cilindrada da moto, tão pouco por outros interesses menos nobres...
Mas as coisas nem sempre são como esperamos que devam ser, justas!

Percebo que tem gente que anda de moto, viaja junto, senta no boteco pra beber junto, joga conversa fora, conta piada, brinca, participa de fóruns, moto clubes, mas na verdade NÃO SÃO MOTOCICLISTAS! Apenas andam de moto...
Existe uma diferença grande em ser motociclista e em apenas andar de moto.
Até mesmo alguém que de repente está sem moto momentaneamente por alguma situação temporária é mais motociclista que muitos que se dizem por aí sendo um! 

O Espírito Motociclístico não tem alter-ego! Não é orgulhoso, melindrado...
Tem gente que senta na moto, sai por aí empinando bandeiras, mas na verdade, sequer sabe o que de fato é ser um MOTOCICLISTA!
Tem gente que só anda de moto, e andar de moto não é ser Motociclista! Andar de moto, qualquer um anda! Agora ter o espírito de amizade, fraternidade, honestidade, idoneidade, companheirismo, respeito, isso é privilégio de poucos...

Eu aprendi e aprendo todo dia, que é melhor fazer papel de tolo do que fazer papel de esperto! Já dizia meu velho e sabido pai: 
“A esperteza quando é muita, vem e come o dono!”

E assim é com as amizades, tem gente que não sabe valorizar uma amizade sincera, possivelmente até pode subjugá-la ingênua, mas na verdade, esses que assim se comportam, são aqueles que só sabem andar de moto... Não são de fato MOTOCICLISTAS!
Tão pouco sabem diferenciar o quê de como, e se questionados sobre isso, provavelmente vão tergiversar!
Espírito Motociclístico para eles é tão somente ter moto e acelerar, pena que em verdade, não sairão do lugar comum...

(Crônica de Márcia Cristina Lio Magalhães)

1 de mar. de 2011

Velho Professor - O Destino

Contigo aprendi que as verdades são passageiras e tudo dura o instante de um olhar...
Compreendi, que os barcos passam invisíveis na rota dos sonhos, daqueles que já não sabem mais sorrir...
Fiz-me rio de correnteza amena, para lançar barcos que flutuam a mercê do tempo...
Vozes esquecidas numa página qualquer de caderneta antiga, manchada de dedos calejados por incertezas...
Contigo aprendi que os sonhos platônicos são mais reais que o fogo incandescente de um vulcão anônimo!
Notei que tua boca fala alto demais e que teu coração mente com sorriso nos lábios.
És mais ave de cemitério que pomba de mural de um solo santo!
Cantas como que tentando cativar olhos singelos, finge-se poeta para esconder tolos mistérios...
Fútil ilusão, insana demência...
Acorda! Vês que os teus passos seguirão velhos numa estrada esquecida de qualquer cidadezinha do interior?
Cantavas como o rei, num reinado solitário e vago...
Condenado a colher migalhas como pombos de praça ao meio dia, sem asas...
Trazer a ferro e fogo a dor de alguém que despertou amor, rasgar a página escrita com a sede das verdades...
Picar papel, pena e verso!
Lançar à fogueira das vaidades, parece-me coisa de principiante...
Viver sem correr riscos é o mesmo que sentar na estação, esperar o trem por toda a tarde e não entrar no vagão...

(Márcia Cristina Lio Magalhães - Crônica Publicada no Jornal O Povo/2010)

17 de fev. de 2011

26 de jan. de 2011

Pensamentos (II)

‎"A amizade verdadeira é fácil de identificar:
O amigo não só está ao seu lado nas horas difíceis,
bem como suporta a tua felicidade e o teu sucesso..."


(Márcia Cristina Lio Magalhães)

14 de jan. de 2011

Olhos Peregrinos

Pousar no teu coração deixa-me...
Colher da tua solidão, cede!
Abri o teu coração!
Pedi passagem pra vida, que ora inspira, ora é só imensidão, silêncio...
Ver-te nas estradas do destino, 
Pés sobre um chão de indecisão, olhos peregrinos...
Mata-me a dor dos que não tem perdão, pois que bebem lágrimas eternas!
Ilusão apodera-se de corações vazios...
Abri as janelas do peito, respira o ar de felicidade do vento,
Vê que as feridas cicatrizam-se com o tempo!
A morte é só um sonho da alma que há de acordar em algum lugar...
O tempo dos homens não é igual ao tempo dos anjos!
É preciso morrer na dor, para nascer no amor.
O medo é o sabotador da alegria,
A dúvida, o carrasco da fé!
O dia em que o homem se conscientizar,
Que até um grão de areia tem suas verdades,
Vai acordar do sono e da ilusão...
E entender que esse mundo é só uma cidade,
E que estamos todos de passagem...


(Márcia Cristina Lio Magalhães)

13 de jan. de 2011

Pensamentos (I)

"Não sou de falar muito, mais escrevo do que resmungo.
Irrito-me com certa facilidade e não guardo mágoas,
elas são como o vento.
Só não espere de mim perdão imediato,
isso leva tempo..."

(Márcia Cristina Lio Magalhães)

29 de dez. de 2010

Amizade


É ter um colo nas noites frias de solidão...
É você poder falar tudo o que sente, sem medo de ser julgado.
Costumo dizer que:
__ quem tem um amigo não precisa de Psicólogos.
Nada contra estes profissionais técnicos, mas se temos um amigo verdadeiro, porque não dizer a ele o que sentimos, ao invés de falar com um estranho?
Ser amigo é doar os ouvidos, ainda que seja no meio da madrugada, quando se chora por amor...
Amigo é aquele que se lembra do seu aniversário, liga, manda um sms, ou se esquece, e um mês depois vem todo envergonhado dizer algo, e nós perdoamos.
Amizade começa na infância, geralmente quando não temos bicicleta ele chega de mansinho oferece a dele, nos ensinando a pedalar.
Amigo é aquele que divide o lanche no jardim da infância e desenha a gente de mãos dadas sorrindo, numa paisagem que tem sol, árvore, casa, cachorro, flores, pai, mãe, irmãos...
Amigo é aquele que diz as mentiras mais verdadeiras, só pra não nos magoar...
E quando estamos diante de verdades absolutas que nos apunhalam o peito, esta lá o amigo segurando as nossas mãos...
Daí crescemos, vamos passando pela vida, pela puberdade, adolescência, faculdade, formatura, ele sempre do nosso lado, com um sorriso largo, em punho o diploma dizendo: “você viu, nem foi tão difícil assim nós conseguimos!”
O que dizer então daquele amigo “virtual”?
Um ser que nunca tocamos, não olhamos nos olhos, não tomamos uma deliciosa xícara de café num outono cinzento, ou ainda nem tivemos oportunidade de tomar um chopp, jogar conversa fora, à beira de uma mesa num barzinho qualquer...
Não tivemos chance de dividir um churrasco no domingo, ouvindo rock em roll dos anos 70, relembrando como era boa a vida há 20 anos atrás...
Ah, mas esse amigo cibernético é especial!
Apesar da frieza de uma tela de computador, a gente sabe que do outro lado tem um coração, sempre a nos dedicar palavras de incentivo, apoio.
Trocamos experiências, falamos de música, família, amores, política, religião, poesia...
Como esses amigos são fundamentais.
Após um tempo de convivência, percebemos que mesmo a distância que nos separa do mundo dito real, temos tantas semelhanças, cumplicidades, que passamos de imediato a admirá-los, a torcer por eles, ficamos preocupados
se estão bem ou não...
Eles com o tempo vão fazendo parte da nossa vida, pois uma tela em branco desenhando letras são só detalhes nesse mundo digital!
Portanto, a todos os meus amigos, virtuais ou não, agradeço cada letra, cada tempo dedicado a manter essa amizade viva, pulsante, alegre, otimista. Agradeço por fazerem parte da minha vida, ainda que a distância, por esta tela de computador possa parecer para muitos irremediavelmente fria, eu vos afirmo:
Feliz o mortal que inventou esta máquina, pois através dela:
recebo sorrisos,
distribuo abraços,
mando entregar flores,
viajo de trem, barco,
mergulho em ideias,
atravesso o mar,
ouço os passarinhos,
sobrevoou as cidades,
ruas, países,
aprendi a dançar,
troco experiências,
deixo escapar uma lágrima,
balbucio palavras,
semeio a terra da imaginação,
onde florescem flores,
de uma árvore centenária
chamada Amizade...
Que nos emociona
Nos cede à sombra
Nos impulsiona
a enfrentar a vida,
dia após dia
"com esse comboio de corda
que se chama coração..."

(do Livro Poetar é Preciso)

27 de dez. de 2010

26 de dez. de 2010

É Preciso

É preciso amar como as águas de um riacho...
Por que é preciso sonhar com abraços de girassóis?
É preciso calar-se, a ferir com a espada...
É preciso perdoar a si mesmo antes de mais nada!
É preciso dividir o indivisível...
É preciso caminhar sozinho sob velhos mundos
É preciso ser poeta, louco e vagabundo...
É preciso colher flores no deserto dos caprichos
Esquecer das cicatrizes, perdoar os gritos...
Por que é preciso apagar a chama das paixões?
Assoprar ao vento as cinzas destes corações...
É preciso respirar sutil o ar só das verdades
Expulsar do peito a dor e todas as maldades...
É preciso abrir a janela em altas madrugadas
Cochichar com as estrelas as velhas mágoas...
É preciso não ser desse mundo pra entender de solidão
É da natureza humana raios e trovão...
Por que é preciso adormecer pra viver o impossível?
Caminhar um chão de ferro, tocar o infinito...
É preciso dizer eu te amo, ainda que baixinho
E voar sobre oceanos feito os passarinhos...
É preciso desistir, deixar acontecer
Fazer as malas e partir
Ver outro amanhecer...
É preciso tomar uns drinques de vez em quando
Falar bobagens, rir sozinho, não fazer planos...
É preciso água de chuva, pra lavar as mágoas
Andar em meio à multidão, sem sandálias...
É preciso estender a mão, olhar pra trás
Dizer adeus com o coração, ser audaz...
É preciso regar as flores nos jardins dos sonhos
Adormecer à sombra das acácias, ouvir pianos...
É preciso viver cada segundo com muita intensidade
Porque a felicidade, dura um só instante
que passa...

(Márcia Cristina Lio Magalhães - Poema do Livro Poetar é Preciso)

24 de dez. de 2010

21 de dez. de 2010

VENCEDORA DO III PRÊMIO CANON DE POESIA 2010 - Poema Folha

Amigos é com extrema felicidade que venho compartilhar essa notícia que muito me alegrou. Soube ontem que sou uma das Ganhadoras do III Prêmio Canon de Poesia 2010, com o poema FOLHA, inédito, ainda não publicado em livro. Então quero compartilhar com todos esse poema que me proporcionou tão grande honraria. Foram mais de 3.000 inscritos e apenas 50 selecionados, estou feliz demais!!Um abraço a todos.

Folha

Eu sou a folha que cai
Sobre a neve fria das incompreensões.
O verso das canções serenas,
A morte que chega aos corações...

A margem,
A proa,
O barco
Sou parte das pedras, cristais...

O sangue que chora
A morte...
Sou avenidas, faróis
Reflexos
Sou o asfalto,
O negro inverso!

O vento,
A brisa,
Sou as manhãs,
A música,
A nota,
A dor dos corações...

Os olhos
Os sorrisos
Das crianças, as interrogações...

As gotas de chuva
O grito da terra seca
O inverno
O outono
A primavera eterna!

Sou areia,
Deserto,
Sou o livro sobre a mesa...

A página ao acaso,
Sou ponto,
Da vírgula, tristeza...

(Márcia Cristina Lio Magalhães)